terça-feira, 18 de março de 2008

força do pesamento

Existe, em suma, uma força maior onipresente em cada indivíduo vivo e ativo neste mundo: a força do pensamento. Há quem diga que tal força consegue explodir frutas, mover colheres, arrebentar fios, criar tempestades, cristalizar a água, influenciar na decisão da amada, ou até ajudar o seu time a ganhar o jogo. A respeito do poder físico dessa força eu não posso dizer muita coisa, aliás, ao sujeito que acredita nestas besteiras ou perde seu tempo tentando procurar algum resquício de veracidade nisto, desejo do fundo do meu coração uma boa noite de coito, pelo menos.

O poder do pensamento, em sua essência, consiste na divulgação das idéias, na disseminação dos atos, na publicidade dos argumentos, no ideal, e não no misticismo envolvendo a incompetência humana em desvendá-lo. A unidade de pensamento é imensamente importante para formar o ideal, e conseqüentemente, o desenvolvimento conjunto da humanidade. Grosseiramente, podemos ilustrar essa idéia comparando com a progressão vital de uma planta. Primeiro, para existir, seja uma saudável mangueira ou uma erva daninha, haverá uma progenitora que dará origem a uma semente. Esta, por sua vez, ao encontrar solo fértil e condições apropriadas, se reproduzirá, repetindo o processo, e formando, finalmente, uma floresta.

Nesta analogia minimista, encaixamos a personagem “pensamento” no papel da planta. A partir de uma idéia primitiva e atemporal, os ideais começam a se formar. De um pensamento afixado, germina uma idéia. De uma idéia trabalhada, surge o argumento, que devidamente articulado e reproduzido pelo ser progenitor – no caso um cidadão, humano, crítico – gerará as novas sementes, divulgando a ideologia. O conjunto de cidadãos críticos, com idéias trabalhadas e pensamentos afixados formam as vertentes ideológicas, que funcionam como vetores de grandezas diferentes, contribuindo para a força resultante com a qual caminha a humanidade. Há também as vertentes equivocadas, vetores opostos, movidas por ideais particulares e egoístas, que representam um atrito no caminhar da sociedade, a erva daninha, tornando a busca pela utopia humana cansativa demais para ser enxergada.

Favor lembrar que, mesmo lentamente numa pista longa e com barreiras, é a força do pensamento que move a gradual evolução humana, por tanto, pense. Pense, reproduza e se reproduza.

Um comentário:

Maria Clara disse...

Guilherme...
fui fuxicar seus desenhos no orkut e achei seu blog!!
Nossa ta muito bom...
2 anos estudando com voce e num sabia q vc escrevia tao bem assim.
PArabens!!!!

Beijao
MAria Clara